Trade marketing
Ruptura de gôndola: como registrar na visita e corrigir no mesmo dia
Por Junior Reinders, Diretor de Marketing e Trade · Publicado em · 6 min de leitura

Resposta rápida
Ruptura de gôndola é a falta do produto na prateleira sem estoque no depósito para repor na hora. O promotor separa esse caso de estoque baixo e de item que ainda dá para abastecer, registra o produto com foto, e o gestor prioriza no mesmo dia a loja que rompe de novo.
O que conta como ruptura de gôndola
Ruptura de gôndola é o produto ausente na prateleira no momento em que o shopper passaria por ali, sem unidade no depósito da loja para repor na mesma visita. A venda que deixou de acontecer não aparece no pedido do dia. Ela aparece como um vão vazio, e some se ninguém registrar qual SKU faltou, em qual loja e se havia estoque para abastecer.
Tratar todo vão como ruptura mistura três problemas diferentes. Um se resolve na hora, com a caixa do depósito. Outro avisa que o estoque está acabando. O terceiro pede ação fora da loja: pedido, troca com outra unidade ou conversa com o varejo. Sem essa separação, o gestor vê um número alto de ruptura e não sabe onde agir.
Três situações que a visita precisa separar
| O que encontrou | O que é | O que fazer na visita |
|---|---|---|
| Produto fora da prateleira, com unidade no depósito | Falta de abastecimento | Repor, organizar a face frontal e registrar como abastecido |
| Produto na gôndola, em quantidade abaixo do mínimo | Estoque baixo | Registrar a quantidade e a foto, antes que vire ruptura |
| Produto fora da prateleira e depósito sem unidade | Ruptura | Confirmar a falta de estoque, fotografar o vão e apontar o SKU |
O que registrar em cada ruptura
O registro precisa bastar para alguém que não estava na loja decidir o próximo passo. Quatro campos resolvem a maior parte dos casos. O resto vira texto solto e não entra em comparação entre praças.
SKU ou item do mix: qual produto faltou, não só a categoria.
Confirmação de estoque: o depósito não tinha unidade para abastecer.
Foto do vão na gôndola, no mesmo enquadramento das visitas anteriores.
Loja, data e promotor, ligados ao check-in da visita.
Foto sem SKU mostra um buraco. SKU sem foto não prova que a gôndola estava vazia. Os dois juntos permitem comparar a mesma loja de uma semana para a outra e ver se o vão voltou.
Como corrigir no mesmo dia
Ruptura registrada no fim do mês já virou venda perdida. O ciclo curto cabe em quatro passos, no dia da visita ou na manhã seguinte, quando a equipe sincroniza o que preencheu sem internet.
- O promotor marca a ruptura ainda dentro da loja, com o SKU e a foto.
- O gestor olha as rupturas do dia, não o fechamento semanal.
- Separa o que é caso isolado do que se repete na mesma loja ou no mesmo SKU em várias praças.
- Aciona quem resolve: pedido para a loja, transferência ou visita extra no dia seguinte.
Um SKU em ruptura em uma loja pede reposição daquela loja. O mesmo SKU em ruptura em várias lojas da rede pede outra conversa: falta na indústria, no centro de distribuição ou no pedido que o varejo não aceitou. O registro por item é o que torna essa diferença visível.
Loja que rompe de novo sobe no roteiro
Frequência igual para todas as lojas gasta visita onde a gôndola se sustenta e falta visita onde o vão volta toda semana. A regra prática usa o próprio histórico da ruptura.
Primeira ruptura de um SKU secundário: acompanha no ciclo normal.
Ruptura repetida na mesma loja, no mesmo item: a loja entra com prioridade na semana seguinte.
Ruptura do mix obrigatório em loja de alto giro: visita extra, sem esperar o roteiro fechar.
Estoque baixo recorrente no mesmo ponto: tratar antes da ruptura, com pedido antecipado.
Prioridade aqui é decisão do gestor sobre o roteiro, com base no que a visita registrou. Aumentar a frequência de toda a equipe ao mesmo tempo só espalha o mesmo esforço. O ganho está em concentrar visita onde o vão já voltou.
Erros comuns
Marcar ruptura sem olhar o depósito: o produto estava na loja e a visita não abasteceu.
Anotar só “faltou produto”, sem SKU: o dado não vira pedido nem comparação.
Olhar ruptura uma vez por mês: a loja ficou vazia por semanas.
Dar a mesma frequência a loja que nunca rompe e a loja que rompe todo ciclo.
Cobrar foto e não devolver o que foi feito com ela: o preenchimento perde qualidade.
Como registrar ruptura no Marklist
Na visita, o promotor marca o produto em ruptura quando confirma que o estoque da loja não tem unidade para abastecer a gôndola. Estoque baixo fica em outro registro. Os dois aparecem no painel, no gráfico de ruptura e estoque baixo, em visão diária, semanal ou mensal, por loja e por período.
A foto da gôndola acompanha a visita, com check-in e check-out por GPS. Se a loja estiver sem internet, o registro fica no aparelho e sincroniza quando a conexão volta. Com isso, o gestor vê onde a ruptura se repete e ajusta o roteiro da semana, em vez de descobrir o vão no fechamento do mês.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre ruptura e estoque baixo?
Estoque baixo é o produto ainda presente na gôndola, em quantidade abaixo do mínimo. Ruptura é a falta do produto na prateleira quando o depósito da loja também não tem unidade para repor na visita.
Gôndola vazia com produto no depósito é ruptura?
Não. Se há unidade no depósito, a visita abastece e registra o item como abastecido. Ruptura fica reservada ao caso em que não existe produto para repor.
O que a foto da ruptura precisa mostrar?
O vão do produto na gôndola, no mesmo enquadramento das visitas anteriores, ligada ao SKU e à loja. Foto sem item não vira pedido. Item sem foto não prova que a prateleira estava vazia.
Com que frequência olhar as rupturas?
No dia da visita, ou na manhã seguinte quando a equipe sincroniza o que registrou offline. Revisão só no fim do mês chega depois da venda perdida.
Quando aumentar a frequência de visita de uma loja?
Quando a mesma loja repete ruptura no mesmo item, ou quando a ruptura atinge o mix obrigatório de uma loja de alto giro. Loja que não rompe permanece no ciclo normal.


